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Papa pede que Auschwitz sirva de alerta para o mundo
O Papa Bento XVI pediu aos homens e mulheres do mundo de hoje que "não se esqueçam de Auschwitz" e das "outras fábricas da morte" em que o regime nazista "tentou eliminar Deus para ficar no seu lugar". O Pontífice falou para cerca de 35 mil pessoas que assistiram na praça de São Pedro do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras. Ele lembrou sua recente viagem à Polônia, onde seguiu as pegadas de João Paulo II e visitou os campos de extermínio nazistas de Auschwitz e Birkenau, perto de Cracóvia. O Papa, que nos campos de extermínio havia se apresentado como "filho do povo alemão" e condenou duramente o nazismo, disse hoje que os cristãos devem testemunhar o Evangelho "para evitar" que o terceiro milênio venha a conhecer horrores como os de Auschwitz e Birkenau. "Naqueles lugares tristemente conhecidos no mundo todo, como em outros campos semelhantes, Hitler mandou exterminar milhões de judeus. Em Auschwitz e Birkenau morreram cerca de 150 mil poloneses e dezenas de milhares de homens de outras nações. Diante do horror desses campos, não há outra resposta a não ser a Cruz de Cristo", disse. "Que a humanidade não esqueça Auschwitz e as outras fábricas da morte nas quais o regime nazista tentou eliminar Deus e tomar seu lugar. Que não ceda à tentação do ódio racial, que é a origem das piores formas de anti-semitismo", clamou o Papa. Bento XVI pediu que os homens reconheçam Deus como o Pai "que chama todos nós para construirmos juntos um mundo de justiça, de verdade e de paz". Dê a sua Opinião
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Vaticano promove reunião dos leigos da Igreja católica
Mais de 300.000 pessoas assistirão sábado (03/06) na praça São Pedro a uma reunião internacional dos movimentos leigos da Igreja católica, convocada pelo Papa Bento XVI, anunciou o Vaticano. Entre os representantes desses movimentos leigos figuram Opus Dei, Focolari, Comunhão e Libertação, além dos movimentos neotecumenais e de São Egídio. Além de italianos, estarão presentes 30.000 católicos da Europa, 5.000 da América Latina, 450 da África, 300 da Ásia e 100 da Oceania, indicou o Conselho Pontifício para os Leigos. A primeira reunião dos movimentos leigos foi realizada no dia 30 de maio de 1998 a pedido de João Paulo II. O papel dos movimentos leigos dentro da Igreja foi fomentado pelo Concílio Vaticano II a meados dos anos 60 e o Papa João Paulo II o impulsionou notavelmente, convertendo-o numa espécie de braço direito da Igreja. Dê a sua Opinião
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Bento XVI critica falsificações da religião católica
O Papa Bento XVI criticou na sexta-feira em Varsóvia, diante de 270 mil fiéis molhados pela chuva, as falsificações da religião católica, em plena polêmica provocada pelo sucesso mundial do filme "O Código Da Vinci". "Atualmente, como já aconteceu em séculos passados, pessoas ou grupos tentam falsificar a palavra de Cristo e retirar suas verdades do Evangelho", protestou o Sumo Pontífice. Na primeira grande missa de sua viagem de quatro dias a Polônia, o papa se esforçou para falar em polonês e emocionou os católicos presentes. O Papa alemão iniciou a homilia com uma homenagem ao "bem-amado antecessor" e lembrou que seu pontificado de 26 anos foi marcado por profundas mudanças políticas, tanto na Polônia como no mundo inteiro. Assim como João Paulo II, pediu aos poloneses, 90% católicos, que "continuem fiéis à palavra de Cristo, mesmo quando esta é exigente e humanamente difícil de compreender". Bento XVI insistiu na permanência da fé católica, transmitida ao longo de toda a história "de geração para geração". Também reiterou o pedido, repetido desde o início do pontificado, de "não ceder à tentação do relativismo e da interpretação subjetiva e seletiva das escrituras sagradas". "Segundo estas pessoas, esta verdade é muito incômoda para o homem moderno. Se trata de criar a impressão de que tudo é relativo e que, inclusive, as verdades da fé dependeriam da situação histórica e da avaliação humana", comentou. Dê a sua Opinião
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Bento XVI pede que freiras e padres sejam "castos e sóbrios"
O papa Bento XVI pediu às freiras e aos padres de todo o mundo que sejam "castos e sóbrios" e evitem "o aburguesamento e a mentalidade consumista". O pedido do Papa foi feito aos superiores e superioras gerais dos institutos de Vida Consagrada e sociedades de Vida Apostólica que foram recebidos no Vaticano para uma audiência especial. "Para pertencer totalmente ao Senhor as pessoas consagradas devem manter um estilo de vida casto" assim como "renunciar à necessidade de aparentar" e manter "um estilo de vida sóbrio e modesto", afirmou o Papa em sua mensagem. Bento XVI denunciou "a cultura secularizada que penetrou na mente e no coração de muitos consagrados, que a entendem como uma forma de acesso à modernidade e de aproximação com o mundo contemporâneo", disse. O Papa teme também que os religiosos estejam afetados "pela insídia da mediocridade, do aburguesamento e da mentalidade consumista". "São necessárias decisões corajosas, tanto pessoais como comuns, que envolvam uma nova disciplina na vida das pessoas consagradas e as levem a descobrir a dimensão totalizante da 'sequela Christi' (seguimento de Cristo)", acrescentou. "Os consagrados e consagradas" não devem "se conformar com a mentalidade deste século, e sim se transformar e renovar continuamente o próprio compromisso, para poder discernir a vontade de Deus", concluiu. Dê a sua Opinião
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Papa condena proibição de conversões religiosas na Índia
O papa Bento XVI condenou na semana passada, em um discurso, as tentativas dos nacionalistas hindus de proibir conversões religiosas na Índia. O conteúdo do discurso refletiu as crescentes tensões entre as religiões a respeito da natureza e do papel do trabalho missionário. Em termos duros, o papa disse ao novo embaixador de Nova Délhi no Vaticano que os esforços que alguns Estados estão fazendo para proibir as conversões são inconstitucionais e devem ser combatidos. Foi a segunda declaração do pontífice em uma semana em defesa da liberdade de religião em países de maioria não-cristã. Na segunda-feira, ele fez um apelo aos países muçulmanos para que dêem às minorias cristãs os mesmos direitos dos quais os muçulmanos gozam nos países ocidentais. "Os sinais perturbadores de intolerância religiosa que vêm abalando algumas regiões do país, entre eles a tentativa reprovável de criar legislações claramente discriminatórias sobre o direito fundamental à liberdade de religião, devem ser rechaçados com firmeza", disse o papa ao embaixador Amitava Tripathi. Segundo o pontífice, as leis anticonversão são "inconstitucionais e contrárias aos grandes ideais dos patriarcas que fundaram a Índia". O texto do discurso foi divulgado pelo Vaticano. Dê a sua Opinião
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Justiça indiana ordena demolição de templos religiosos irregulares
As autoridades de Mumbai _ a populosa ex-Bombaim na Índia ocidental _ estão atuando a ordem emitida pelo Tribunal Superior de Justiça, que prevê o abatimento de 1.356 templos, de diversas confissões (na maioria hinduístas) construídos ilegalmente. A sentença ordena a destruição de locais de culto não regularmente edificados, a fim de favorecer o escorrimento do tráfego urbano e eliminar os obstáculos, quando chegar a estação do monção, na primeira quinzena de junho. Na Índia, é normal que as pessoas construam seus pequenos templos, com imagens, ao longo das ruas e em feiras. Além de não terem alvará de construção, esses locais não respeitam nenhuma medida de segurança, embora sejam visitados por milhares de pessoas, cotidianamente. No ano passado, as chuvas e o vento de monção provocaram alagamentos que causaram a morte de mil pessoas, apenas em Mumbai. As equipes de socorro levaram dias para limpar a cidade da lama, e abrir as ruas ao tráfego. As autoridades prevêem que a demolição provocará uma onda de protestos por parte das comunidades interessadas. Em fevereiro passado, na localidade de Vadolara, o anúncio da demolição de uma mesquita construída ilegalmente provocou uma rebelião que durou alguns dias e se concluiu com a morte de seis pessoas. Dê a sua Opinião
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Nota da CNBB sobre os recentes atos de violência em SP
Reunidos na 44a Assembléia Geral da CNBB, nós, bispos católicos do Brasil, manifestamos nosso veemente repúdio aos brutais e estarrecedores atos de violência planejados e praticados pelo crime organizado. Tais ataques, ocorridos desde a noite de sexta-feira, dia 12 de maio, no Estado de São Paulo, resultaram na morte de policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e outras pessoas. A CNBB expressa profundo pesar e solidariedade às famílias dos mortos, neste momento de grande dor e perda irreparável. Nenhum motivo justifica essas atrocidades, que deixam a população amedrontada e ainda mais desprovida da segurança a que tem direito. Apoiamos a ação firme e sem violência, por parte das autoridades, no sentido de se proceder à imediata investigação dos fatos e punição dos culpados. Somos conscientes, no entanto, do quanto o sistema judicial, penal e penitenciário carece de providências e reformas profundas em âmbito nacional. A Igreja sente a missão de continuar colaborando com o poder público e outras entidades da sociedade, para uma adequada administração da justiça. Renova o compromisso de marcar presença humanitária e evangelizadora nos presídios, junto aos presos e funcionários, especialmente por meio dos agentes da pastoral carcerária. Permanecemos em oração pelas vítimas, familiares e pelas autoridades responsáveis do Governo e das Polícias, para que possam, com segurança e sabedoria, enfrentar este momento crítico e delicado. Rogamos também pelos que insistem em optar por métodos violentos a fim de que mudem definitivamente seu modo de agir. Confiantes em Deus, unamos esforços para a construção de uma sociedade que viva na justiça, na concórdia e na paz. Dê a sua Opinião
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Missa no Vaticano marca 25 anos do atentado contra o papa
Uma missa no sábado (12/05) sábado no Vaticano marcou o aniversário de 25 anos do atentado contra o papa João Paulo II. O principal cardeal italiano, Camillo Ruini, agradeceu pela vida do pontífice --que morreu no ano passado e acreditava que sua vida havia sido poupada por intervenção direta da Virgem Maria. "João Paulo II passou toda a sua vida convertendo, levando-nos a encontrar o Senhor. Ele o fez incansavelmente por meio da palavra, do seu exemplo de vida, de seu sangue derramado naquele dia na praça São Pedro", disse Ruini durante a cerimônia. "Ele também o fez com sua constante oração à Virgem Maria, a quem ele até mesmo dedicou a bala que o atingiu." O pontífice disse ter sobrevivido ao ataque porque Nossa Senhora de Fátima ajudou a mudar a trajetória da bala. "Uma mão atirou contra mim, e outra salvou-me", disse ele certa vez a um assessor. O Vaticano afirma que o ataque havia sido previsto no "Terceiro segredo de Fátima", uma mensagem passada às crianças que presenciaram a aparição da Virgem Maria em 1917. Após ser baleado, o papa foi submetido a uma cirurgia de emergência e viveu outros 24 anos, até morrer em 2 de abril de 2005. Dê a sua Opinião
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Marcha Mundial contra a Fome - dia 21/05
Está marcada para o próximo dia 21 de maio a Marcha Mundial contra a Fome, manifestação global destinada a promover a sensibilização para o problema da fome infantil. Esta ação de solidariedade social desenvolveu-se no âmbito de uma parceria estabelecida em 2002, com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. A União dos Superiores Gerais dos Institutos Religiosos, a Caritas Internationalis e várias organizações ligadas à Igreja Católica associam-se a essa iniciativa. Em 2005, 201 mil pessoas participaram da marcha, realizada em 266 lugares de 91 países, distribuídos pelos 24 fusos-horários do Planeta, arrecadando verbas suficientes para alimentar 70 mil crianças em idade escolar, pelo período de um ano. Este ano, o objetivo é reunir pelo menos 750 mil participantes em todo o mundo. Segundo a FAO (Organização das NN. UU. para a Alimentação e a Agricultura), em 2002 cerca de 852 milhões de pessoas sofriam de fome crônica, 815 milhões das quais, em países pobres. A cada ano, morrem, por males conseqüentes da fome, cerca de 6 milhões de crianças, quase todas de doenças às quais poderiam resistir se não estivessem desnutridas: diarréia, pneumonia, malária e sarampo, entre outras. Dê a sua Opinião
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