Histórico da Padroeira
Paróquia Santa Adélia - Santa Adélia
SANTA ADÉLIA (931 - 999) Imperatriz da Alemanha Santa Adélia nasceu por volta do ano 931, no Castelo de Orbe, filha do rei de Borgonha e de Arles, Rodolfo II (937) e da rainha de Berta. A educação recebida deste cedo habituou Adélia a dobrar a própria vontade aquela dos outros, a praticar sem medida a humildade, a receber freqüentemente os sacramentos, a meditar as Sagradas Escrituras e a socorrer os pobres. Seu nome ficou famoso porque soube unir à sua beleza uma sólida força.
Casou-se no ano de 947 com o príncipe Lotário na cidade de Pavia (Itália). Ali nasceu a filha Emma. Contudo, a felicidade não durou muito e no ano de 950 seu marido morre improvisamente em Turim, envolvido em uma luta. Aos 19 anos, Adélia fica viúva e sua única exclamação foi aquela de Jó: "O Senhor o deu, o Senhor o tirou; bendito seja o nome do Senhor!" (Jó 1,21).
O rival de seu marido, Berengário II, fez-se coroar rei da Itália e tentou fazer com que Adélia desposasse seu filho Adalberto. Não conseguindo isso, aprisionou Adélia com toda violência, mandou cortar seus cabelos e trancou-a no Castelo do Lago de Garda. A libertação só viria quatro anos mais tarde.
Graças a seu irmão Corrado, Adélia alcançou o favor do rei da Alemanha Ottone I. Este se proclamou rei da Itália em 23/09/951 e pediu a mão de Adélia em casamento, já que era também viúvo há seis anos.
Adélia casou-se então com Ottone no natal do ano 951, diante do próprio Papa presente na cidade de Milão. Desta união nasceram quatro filhos: dois morreram ainda bebês, a filha Matilde tornou-se abadessa de Quedlimburg e o filho Ottone II sucedeu o pai.
No início de 952, o casal real retornou à Alemanha. Dez anos mais tarde, em 02/02/962, o Papa João XII consagrou e coroou Ottone e Adélia como imperadores. Na corte, Adélia encontrou um modelo de vida cristã: a própria sogra, Santa Matilde (968). Seguindo seu exemplo, nossa santa estabeleceu uma ordem perfeita em seu palácio e multiplicou as esmolas em favor dos doentes, das viúvas e dos órfãos. Rejeitou o luxo das roupas e o uso de pedras preciosas e colares de ouro. Com o dinheiro que o marido lhe dava ornamentava as igrejas, libertava prisioneiros, revestia os sem roupas e alimentava os famintos.
Adélia temia dar escândalo com palavras ou ações. Procurava corrigir suas más indicações meditando a Paixão de Jesus. Para conservar suas melhores disposições de ânimo, rezava varias vezes durante o dia. Todos os dias participava de Santa Missa e todas as semanas buscava a confissão. Em tudo a santa imperadora procurava agradar a Deus e fazia que tudo servisse ao seu proveito espiritual.
Seus exercícios de piedade não impediram que ela cumprisse seus deveres de esposa e de mãe. Deu uma sólida educação ao filho Ottone II. Ela era de extrema confiança para o marido que, devendo estar ausente, a nomeava regente do império. Nestas ocasiões, aumentava as esmolas aos pobres, fundava mosteiros e socorria os já existentes.
Quando seu marido morreu, no ano de 973, o império passou às mãos do filho Ottone II, um político deplorável e ambicioso, casado com uma princesa grega de nome Teofane. Devido à incompatibilidade dos gênios da nora e da sogra, Adélia passou a morar no castelo onde havia nascido (ano 978). Ali, a santa ocupou-se ativamente da vida de vários monastérios entre os quais Payerne (fundado por sua mãe) e cluny.
Seu filho morre em 983 e Teofane, esposa deste, no ano 991. Novamente a imperatriz aparece ativa na política imperial, sem esmorecer as obras de caridade e de devoção. Morreu no dia 16/12/999, na Abadia Beneditina de Seltz, enquanto o sacerdote recitava a Ladainha de todos os santos. O Papa Urbano II canonizou Santa Adélia em 1097.
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